A eficiência energética em sistema hidráulico depende da capacidade de fornecer pressão, vazão e volume de óleo de acordo com a demanda real da máquina, evitando manter recursos acionados quando não existe trabalho hidráulico efetivo.
Em muitas unidades convencionais, um motor elétrico aciona continuamente a bomba hidráulica durante o período de operação. Mesmo quando os cilindros estão parados ou apenas mantendo uma peça fixada, o conjunto pode continuar consumindo energia e movimentando óleo.
Parte dessa energia deixa de ser convertida em trabalho útil e aparece na forma de calor, ruído e perdas no circuito. Além de elevar o consumo, o aquecimento pode alterar a viscosidade do óleo e reduzir a vida útil de mangueiras, vedações e outros componentes.
A AirDraulic, desenvolvida pela Drausuisse, substitui o conjunto motor-bomba convencional por uma tecnologia com acionamento pneumático. O circuito permanece pressurizado, estático e pronto para atuar, enquanto um novo volume de óleo é fornecido somente quando os atuadores apresentam demanda.
Em aplicações compatíveis, esse conceito pode reduzir em até 90% o consumo de energia elétrica da unidade e o volume de óleo instalado, além de evitar a geração contínua de calor e tornar o processo mais estável.
O que é eficiência energética em sistema hidráulico?
Eficiência energética em sistema hidráulico é a relação entre a energia utilizada pela operação e o trabalho efetivamente realizado pelos atuadores.
Um sistema eficiente precisa entregar a força e a velocidade exigidas pela máquina, mas sem desperdiçar energia em bombeamento desnecessário, vazão excedente, perdas de carga, refrigeração ou funcionamento ocioso.
Essa eficiência não depende apenas da bomba instalada. Ela é influenciada pela integração entre:
- geração de potência hidráulica;
- pressão de trabalho;
- vazão utilizada;
- volume de óleo;
- válvulas e controles;
- tubulações e conexões;
- cilindros e motores hidráulicos;
- temperatura e viscosidade do fluido;
- frequência dos movimentos;
- tempo de manutenção da pressão;
- estratégia de acionamento da unidade.
Por isso, aumentar a eficiência energética em sistema hidráulico exige analisar todo o ciclo da máquina. Uma unidade pode estar tecnicamente preparada para alcançar a pressão necessária e, ao mesmo tempo, consumir muito mais energia do que o processo realmente demanda.
Como um sistema hidráulico utiliza energia?
Em uma configuração convencional, o motor elétrico fornece energia mecânica para acionar a bomba hidráulica.
A bomba movimenta o óleo do reservatório para o circuito. As válvulas controlam a direção, a pressão e a vazão, enquanto cilindros e motores hidráulicos transformam a energia do fluido em força ou movimento.
A energia pode ser utilizada em operações como:
- movimentação de cilindros;
- fixação de peças;
- acionamento de motores hidráulicos;
- fechamento de moldes;
- elevação de componentes;
- prensagem;
- conformação;
- posicionamento de ferramentas;
- manutenção de cargas;
- transferência de peças.
O consumo energético varia de acordo com a pressão, a vazão e o tempo durante o qual a unidade permanece acionada.
Uma máquina pode precisar de grande força durante poucos segundos e permanecer vários minutos sem movimentar os atuadores. Quando a unidade continua funcionando durante todo esse intervalo, existe uma diferença entre a energia consumida e o trabalho hidráulico realizado.
Onde ocorrem as perdas de energia em um sistema hidráulico?
As perdas podem surgir em diferentes pontos do circuito. Identificá-las é o primeiro passo para melhorar a eficiência energética em sistema hidráulico.
Funcionamento contínuo do conjunto motor-bomba
Em determinadas unidades convencionais, o motor elétrico e a bomba permanecem acionados durante todo o turno.
Isso pode ocorrer mesmo quando os atuadores utilizam óleo apenas em períodos curtos ou permanecem longos intervalos mantendo a pressão.
Um dispositivo de fixação, por exemplo, pode consumir óleo para fechar e prender uma peça. Durante a usinagem, o circuito precisa conservar a força aplicada, mas não necessariamente receber fluxo contínuo.
Quando o conjunto motor-bomba continua funcionando nesse período, parte da energia é consumida sem movimentação proporcional dos atuadores.
Vazão acima da demanda
Uma unidade hidráulica costuma ser dimensionada para atender ao ponto de maior exigência da máquina.
Entretanto, a vazão máxima pode ser necessária somente em uma etapa curta do ciclo. Durante o restante do processo, a unidade pode fornecer mais óleo do que os atuadores conseguem utilizar.
Essa vazão excedente precisa retornar ao reservatório ou ser controlada por válvulas. A energia empregada para movimentá-la pode se transformar em calor.
Perdas de carga
O óleo encontra resistência ao passar por válvulas, filtros, mangueiras, tubulações, conexões e blocos hidráulicos.
Parte dessas perdas é inevitável. Porém, diâmetros inadequados, trajetos excessivos, filtros saturados e restrições desnecessárias aumentam a diferença de pressão e a energia exigida para manter o fluxo.
Superdimensionamento
Uma unidade maior do que a necessidade real pode aumentar:
- potência instalada;
- consumo durante a operação;
- volume de óleo;
- espaço ocupado;
- capacidade de refrigeração;
- custo de manutenção;
- complexidade do circuito.
A maior capacidade disponível não representa, necessariamente, maior produtividade. O sistema deve ser dimensionado conforme a demanda real, incluindo pressão, vazão, volume e frequência dos movimentos.
Vazamentos internos
Vazamentos internos podem ocorrer em bombas, válvulas, cilindros e outros componentes.
O óleo circula internamente sem produzir o trabalho esperado, obrigando a unidade a fornecer mais vazão ou permanecer acionada por mais tempo para alcançar e manter a condição necessária.
Vazamentos externos
Além da perda de fluido, vazamentos externos podem reduzir a pressão, aumentar a frequência de reposição e gerar riscos ao ambiente de trabalho.
Temperatura elevada, desgaste de vedações e condições inadequadas de operação podem favorecer essas ocorrências.
Aquecimento do óleo
Parte da energia perdida pelo sistema hidráulico é transformada em calor.
Quando a temperatura aumenta, o óleo pode sofrer alteração de viscosidade e perder parte de suas condições de lubrificação e vedação.
O superaquecimento também pode exigir trocadores de calor, ventiladores, bombas auxiliares e sistemas de água, ampliando o consumo energético total da operação.
Contaminação do fluido
Partículas e outros contaminantes podem aumentar o desgaste, prejudicar o funcionamento das válvulas e elevar as perdas internas.
A contaminação também pode exigir trocas mais frequentes de óleo e filtros, aumentando os custos operacionais e ambientais relacionados ao sistema.
Por que o calor indica perda de eficiência?
O calor produzido pelo sistema hidráulico geralmente representa energia que não foi convertida no movimento ou na força esperada.
Essa geração pode estar relacionada a:
- funcionamento contínuo da bomba;
- retorno de vazão excedente;
- passagem de óleo por restrições;
- perdas internas;
- atrito entre componentes;
- pressão acima da necessidade;
- dimensionamento inadequado;
- contaminação;
- baixa eficiência dos componentes.
O aumento da temperatura interfere diretamente na viscosidade do óleo.
Com o fluido mais quente, podem ocorrer alterações na vedação, na lubrificação, na resposta das válvulas e no comportamento dos atuadores. A consequência pode ser uma operação menos previsível, com maior desgaste e necessidade de ajustes.
A Drausuisse destaca que sua tecnologia pneumática não atua como uma fonte contínua de calor, mantendo o sistema próximo à temperatura ambiente e contribuindo para estabilizar a viscosidade do óleo.
Como a refrigeração influencia o consumo de energia?
Em determinadas unidades convencionais, o calor gerado pelo bombeamento precisa ser retirado por equipamentos auxiliares.
O sistema de refrigeração pode incluir:
- trocador de calor;
- ventilador;
- bomba de circulação;
- circuito de água;
- unidade de controle;
- produtos para tratamento da água;
- manutenção dos componentes auxiliares.
Nesse cenário, a operação consome energia para gerar potência hidráulica e, depois, utiliza recursos adicionais para remover o calor produzido pelas perdas.
A melhoria da eficiência energética em sistema hidráulico deve analisar a origem do aquecimento. Em aplicações compatíveis, reduzir a geração de calor pode ser mais eficiente do que apenas ampliar a capacidade de refrigeração.
A Drausuisse apresenta a eliminação de trocadores de calor e a redução do uso de produtos para tratamento de água entre os resultados possíveis de sua tecnologia.
Como aumentar a eficiência energética em sistema hidráulico?
A melhoria começa pelo entendimento do processo. É necessário identificar quando, como e por quanto tempo a máquina utiliza a potência hidráulica.
Mapear o ciclo completo
O ciclo deve ser dividido em etapas, como:
- espera;
- avanço;
- aproximação;
- posicionamento;
- aplicação da força;
- manutenção da pressão;
- retorno;
- retirada da peça;
- preparação para o próximo ciclo.
Esse mapeamento mostra quanto tempo existe movimentação efetiva e quanto tempo o circuito permanece apenas pressurizado.
Quanto maior a diferença entre o tempo de funcionamento da unidade e o período real de demanda, maior pode ser a oportunidade de otimização.
Medir a pressão em cada etapa
A pressão máxima não deve ser o único valor considerado.
É importante identificar:
- pressão normal de trabalho;
- picos do ciclo;
- duração dos picos;
- tempo de manutenção;
- oscilações;
- quedas durante a atuação;
- diferenças entre ciclos.
Uma máquina pode alcançar pressão elevada durante poucos segundos e operar em condições menores durante a maior parte do processo.
Verificar a vazão necessária
A vazão influencia a velocidade dos atuadores e pode variar entre as etapas.
Uma prensa pode exigir maior vazão durante a aproximação e menor fornecimento no momento da aplicação da força. Um dispositivo de fixação pode utilizar pequeno volume de óleo para fechar e permanecer vários minutos sem nova demanda.
O fornecimento deve acompanhar essas variações, evitando movimentar óleo acima da necessidade.
Calcular o volume deslocado
O volume de óleo depende das dimensões e dos cursos dos cilindros, da quantidade de atuadores e da simultaneidade.
Esse dado ajuda a dimensionar corretamente a unidade e a evitar reservatórios ou equipamentos maiores do que o necessário.
Avaliar o tempo de acionamento
É necessário comparar:
- tempo durante o qual a unidade permanece ligada;
- tempo em que os atuadores realmente movimentam óleo;
- períodos de manutenção da pressão;
- intervalos entre ciclos;
- tempo de funcionamento da refrigeração.
Essa comparação revela quanto do consumo está associado ao trabalho efetivo e quanto ocorre durante períodos improdutivos.
Controlar vazamentos e restrições
A manutenção deve identificar perdas internas e externas, além de verificar filtros, válvulas, conexões e tubulações.
A redução das restrições desnecessárias diminui as perdas de carga e a energia exigida para movimentar o fluido.
Monitorar a temperatura
O histórico da temperatura ajuda a localizar períodos e condições em que o sistema perde eficiência.
A análise pode comparar:
- início e fim do turno;
- diferentes produtos;
- ciclos de maior carga;
- períodos antes e depois da manutenção;
- funcionamento com e sem refrigeração;
- máquinas semelhantes.
Escolher a tecnologia de geração adequada
Nem todas as máquinas precisam utilizar a mesma lógica de geração de potência.
Processos intermitentes podem apresentar maior aderência a uma solução pneumática sob demanda. Aplicações contínuas ou que exigem mínima variação podem precisar de uma tecnologia híbrida.
AirDraulic e eficiência energética em sistema hidráulico
A AirDraulic é a tecnologia de destaque da Drausuisse para geração de potência hidráulica com acionamento totalmente pneumático.
Ela substitui o conjunto motor-bomba convencional e mantém o circuito hidráulico pressurizado, estático e pronto para atuar.
O fornecimento de óleo acontece quando os cilindros ou outros atuadores apresentam demanda. Quando a máquina permanece apenas mantendo a pressão, a unidade não precisa continuar bombeando continuamente.
Segundo a Drausuisse, o conceito pode alcançar economia de energia elétrica e redução do volume de óleo em até 90%, conforme as condições da aplicação.
Além da economia direta, essa lógica pode reduzir perdas associadas a:
- funcionamento ocioso;
- circulação contínua;
- geração de calor;
- refrigeração;
- degradação do óleo;
- desgaste de mangueiras e vedações;
- filtragem;
- vazamentos;
- ruído de bombeamento.
A AirDraulic não utiliza energia?
A AirDraulic elimina o acionamento elétrico local do conjunto motor-bomba convencional em aplicações compatíveis, mas utiliza ar comprimido gerado pela infraestrutura da fábrica.
Por isso, a avaliação da eficiência deve considerar:
- capacidade dos compressores;
- pressão disponível;
- vazão de ar necessária;
- eficiência da geração de ar comprimido;
- perdas existentes na rede;
- frequência de atuação;
- volume de óleo demandado;
- quantidade de máquinas atendidas.
O ganho não ocorre apenas pela troca do motor elétrico pelo ar comprimido. Ele está relacionado principalmente à lógica sob demanda, que reduz o tempo de acionamento quando não existe consumo de óleo pelos atuadores.
Os resultados devem ser estimados a partir das medições da aplicação e das condições energéticas da planta.
Como a AirDraulic mantém o circuito pressurizado?
A unidade fornece óleo até que o circuito alcance a condição definida para o processo.
Quando não existe movimentação e o circuito está corretamente bloqueado, o óleo permanece estático, mantendo a pressão necessária.
A AirDraulic volta a atuar quando ocorre:
- movimento de um cilindro;
- acionamento de um motor hidráulico;
- abertura ou fechamento de um dispositivo;
- início de novo ciclo;
- entrada de outra máquina;
- redução da pressão;
- compensação de pequenas perdas.
Essa lógica evita manter um conjunto motor-bomba em rotação contínua apenas para conservar o sistema preparado para atuar.
Redução do volume de óleo
A eficiência energética em sistema hidráulico também está relacionada à quantidade de óleo instalada.
Um volume maior exige mais recursos para:
- abastecimento;
- armazenamento;
- filtragem;
- refrigeração;
- reposição;
- troca;
- transporte;
- destinação após o uso.
A AirDraulic pode reduzir em até 90% o volume de óleo, dependendo das características do circuito e dos atuadores.
Essa redução pode permitir:
- reservatórios mais compactos;
- menor quantidade de óleo circulando;
- redução das trocas;
- menor consumo de elementos filtrantes;
- diminuição da exposição a vazamentos;
- menor geração de resíduos;
- simplificação da estrutura da unidade.
Menor geração de calor
O acionamento pneumático da AirDraulic não mantém um motor elétrico e uma bomba convencional trabalhando continuamente.
Com o circuito estático nos períodos sem demanda, a unidade deixa de ser uma fonte permanente de aquecimento.
A estabilização da temperatura pode contribuir para:
- preservar a viscosidade;
- manter a resposta das válvulas;
- reduzir variações entre os ciclos;
- aumentar a vida útil do óleo;
- conservar mangueiras e vedações;
- reduzir vazamentos;
- diminuir a necessidade de refrigeração;
- melhorar as condições térmicas ao redor da máquina.
A Drausuisse associa a estabilidade da temperatura ao aumento da vida útil do óleo, das mangueiras e das vedações.
Menor desgaste dos componentes
O desgaste de um sistema hidráulico pode ser influenciado por temperatura, contaminação, atrito, pressão e condições do fluido.
Quando o óleo permanece superaquecido, as vedações podem perder suas propriedades mais rapidamente. A viscosidade inadequada também interfere na lubrificação das superfícies internas.
A Drausuisse apresenta entre os resultados de sua tecnologia:
- eliminação do atrito relacionado ao conjunto convencional;
- redução de micropartículas metálicas;
- menor troca de filtros e elementos filtrantes;
- aumento da vida útil das vedações;
- redução dos vazamentos;
- menor consumo de óleo.
Esses benefícios ajudam a ampliar a eficiência para além da conta de energia, reduzindo custos de manutenção e intervenções ao longo da operação.
AirDraulic AS/LT para aplicações de menor volume
As unidades AirDraulic AS/LT utilizam um gerador de força hidráulica de estágio simples.
Elas trabalham em uma faixa de 5 a 260 bar e são indicadas para:
- dispositivos de fixação;
- centros de usinagem;
- centros de torneamento;
- máquinas operatrizes;
- aplicações industriais semelhantes.
Essa configuração possui maior sinergia com processos que movimentam volumes menores de óleo e permanecem parte significativa do ciclo apenas mantendo o circuito pressurizado.
Um centro de usinagem, por exemplo, pode utilizar óleo durante a fixação e a liberação da peça. Durante a usinagem, a unidade precisa preservar a pressão, mas não necessariamente fornecer fluxo contínuo.
AirDraulic ASH/LTH para maior demanda de óleo
As unidades AirDraulic ASH/LTH possuem um gerador de força hidráulica de estágio duplo.
Elas trabalham entre 5 e 290 bar e atendem aplicações com maior demanda de óleo, como:
- injetoras de rodas;
- equipamentos de mistura;
- calandras de conformação;
- máquinas com cilindros maiores;
- processos com demandas simultâneas;
- centrais para várias máquinas.
Os sistemas são modulares e permitem integrar expansões conforme a necessidade da operação.
Mesmo em aplicações maiores, a eficiência deve ser analisada de acordo com a frequência dos movimentos, o volume consumido e o tempo de manutenção da pressão.
Em quais aplicações a geração sob demanda apresenta maior aderência?
A AirDraulic tende a apresentar maior sinergia com processos intermitentes ou que permanecem longos períodos mantendo a pressão.
A Drausuisse atua principalmente na manufatura metalmecânica, com aplicações em metalurgia, máquinas especiais, usinagem, indústria automotiva, injetoras de alumínio, máquinas operatrizes e vulcanização.
Tornos e centros de usinagem
Tornos CNC e centros de usinagem utilizam sistemas hidráulicos em placas, morsas, contrapontos e dispositivos de fixação.
O circuito movimenta o dispositivo, alcança a pressão necessária e mantém a peça presa durante a retirada de material.
Como o movimento hidráulico pode ocupar somente uma pequena parte do ciclo, a geração sob demanda evita manter uma unidade convencional funcionando continuamente durante toda a usinagem.
Dispositivos de fixação
Os dispositivos hidráulicos permanecem pressurizados para preservar o posicionamento da peça.
Quando o circuito mantém a pressão sem consumir novo volume, a unidade AirDraulic volta a atuar apenas na abertura, no fechamento ou na compensação de pequenas perdas.
Máquinas especiais
Máquinas para montagem de flanges, fechamento de lâminas, elevação, inflação de pneus, testes hidrostáticos e prensagem podem apresentar ciclos intermitentes e diferentes períodos de manutenção da pressão.
Cada aplicação deve ser analisada conforme pressão, vazão, volume e frequência.
Indústria automotiva
Células robóticas, dispositivos de fixação, linhas automatizadas e transferidores de peças precisam acompanhar o ritmo produtivo com estabilidade.
A eficiência energética deve ser alcançada sem comprometer o tempo de resposta, a repetibilidade ou a disponibilidade da máquina. As aplicações automotivas estão entre os mercados atendidos pela Drausuisse.
Metalurgia
Tornos, fresadoras, retificadoras, equipamentos para processamento de lâminas, fornos, estufas e processos de têmpera podem utilizar a hidráulica em diferentes funções.
A oportunidade de economia depende da forma como cada máquina movimenta e mantém o óleo durante o ciclo.
Injetoras e calandras
Aplicações com maior volume podem receber unidades AirDraulic ASH/LTH.
O dimensionamento precisa considerar a quantidade de óleo, a pressão, a frequência, a simultaneidade e a capacidade da rede de ar comprimido.
Vulcanização
Máquinas de vulcanização utilizam força hidráulica para fechar moldes, comprimir materiais e manter a carga durante o processamento.
Períodos prolongados de manutenção da pressão podem apresentar aderência à geração sob demanda, desde que as demais condições sejam compatíveis.
Quando utilizar a FlugDraulic?
Nem todo processo hidráulico apresenta demanda intermitente.
Algumas máquinas precisam de óleo pressurizado de forma mais contínua e permitem mínima variação na pressão ou na vazão. Também existem fábricas com capacidade limitada de geração de ar comprimido.
Para essas situações, a Drausuisse desenvolveu a FlugDraulic.
A tecnologia combina o acionamento por ar comprimido com um conjunto eletromecânico, entregando óleo de forma linear e mantendo pressão e vazão constantes.
A FlugDraulic pode ser considerada quando:
- a demanda hidráulica é contínua;
- a máquina realiza movimentos frequentes;
- pequenas oscilações afetam a qualidade;
- a vazão precisa permanecer constante;
- a infraestrutura pneumática é limitada;
- a aplicação não apresenta aderência a uma solução exclusivamente pneumática.
A tecnologia mais eficiente não é necessariamente a que utiliza somente uma fonte de acionamento. É aquela que atende ao perfil real do processo com menor desperdício e maior estabilidade.
TickDraulic para diagnosticar o consumo
Antes de modernizar o sistema, é necessário compreender como a máquina utiliza pressão, óleo e energia durante a operação.
A TickDraulic foi desenvolvida para otimizar o levantamento de dados e aumentar a assertividade da aplicação definitiva.
Sua configuração plug and play permite realizar a sucção diretamente de um reservatório existente, reduzindo a necessidade de grandes alterações iniciais.
O diagnóstico pode analisar:
- pressão em cada etapa;
- volume de óleo utilizado;
- frequência dos movimentos;
- duração das atuações;
- tempo de manutenção da pressão;
- comportamento térmico;
- capacidade da rede pneumática;
- configuração atual da unidade;
- aderência à AirDraulic;
- necessidade de uma solução híbrida;
- potencial de redução do consumo.
Com dados reais, a indústria evita dimensionar uma nova solução somente a partir da potência nominal ou da pressão máxima da unidade atual.
SmartDraulic para acompanhar a eficiência
A eficiência energética pode mudar ao longo do tempo devido ao desgaste, a ajustes, a alterações no processo ou a mudanças na produção.
A SmartDraulic integra hardware e software para monitorar a saúde dos sistemas hidráulicos, permitindo coleta presencial ou remota e armazenamento permanente em nuvem.
Entre os recursos apresentados pela solução estão:
- identificação prévia de falhas de processo;
- identificação antecipada de falhas do equipamento;
- gerenciamento da produtividade;
- histórico de dados;
- compilação das informações para análises e estudos.
O monitoramento ajuda a verificar se a aplicação mantém as condições esperadas e se os ganhos obtidos com a modernização permanecem ao longo da operação.
Eficiência energética e produtividade
Reduzir o consumo não deve comprometer a capacidade de a máquina cumprir seu ciclo.
Uma estratégia de eficiência precisa preservar:
- pressão necessária;
- velocidade dos movimentos;
- força aplicada;
- repetibilidade;
- estabilidade;
- disponibilidade;
- qualidade;
- segurança do processo.
Quando o sistema apresenta aquecimento, variações ou desgaste, a perda não aparece apenas na conta de energia.
Ela também pode provocar:
- ciclos mais lentos;
- ajustes frequentes;
- retrabalho;
- vazamentos;
- trocas de componentes;
- paradas não programadas;
- redução da vida útil do óleo;
- queda de produtividade.
Por isso, a eficiência energética em sistema hidráulico deve ser analisada como parte da performance geral da máquina.
A Drausuisse apresenta cases com ganhos de energia, disponibilidade e performance, como a implantação de 50 unidades na planta da Dana em Jundiaí, que registrou 80% de economia de energia, eliminação de paradas não programadas e ganho geral de performance de 74% nas aplicações, segundo os dados divulgados pela empresa.
Eficiência energética e sustentabilidade
Uma operação mais eficiente utiliza menos recursos para realizar o mesmo trabalho produtivo.
No sistema hidráulico, isso pode envolver:
- redução do consumo de energia;
- menor volume de óleo;
- redução da refrigeração;
- menor uso de água;
- diminuição dos produtos para tratamento;
- aumento da vida útil dos componentes;
- menos filtros descartados;
- redução dos vazamentos;
- menor geração de resíduos.
A tecnologia Drausuisse possui reconhecimento de Patente Verde do INPI, associado a inovações que causam impacto ambiental positivo. A empresa relaciona suas soluções às estratégias de sustentabilidade e ESG das indústrias.
Como avaliar a eficiência do sistema instalado?
O levantamento pode partir das seguintes perguntas:
- Qual é a potência do motor instalado?
- Qual é o consumo medido durante o turno?
- Por quanto tempo o motor e a bomba permanecem ligados?
- Quanto tempo os atuadores realmente demandam óleo?
- Qual é a pressão normal de trabalho?
- Quais picos de pressão ocorrem?
- Qual vazão é utilizada em cada etapa?
- Quanto óleo é movimentado por ciclo?
- Quantos ciclos são realizados por hora?
- Quanto tempo o circuito permanece apenas mantendo a pressão?
- Qual é a temperatura normal do óleo?
- Existem períodos de superaquecimento?
- A unidade utiliza trocador de calor?
- Qual é o consumo dos equipamentos de refrigeração?
- Qual é o volume total de óleo instalado?
- Com que frequência o óleo e os filtros são trocados?
- Existem vazamentos recorrentes?
- A fábrica possui capacidade de ar comprimido disponível?
- O processo exige pressão e vazão constantes?
- Existe necessidade de monitoramento remoto?
Essas informações ajudam a identificar onde estão as perdas e qual tecnologia apresenta maior aderência à aplicação.
Sinais de baixa eficiência energética no sistema hidráulico
Algumas condições podem indicar a necessidade de avaliação:
- motor-bomba ligado durante todo o turno;
- poucos movimentos hidráulicos por ciclo;
- longos períodos apenas mantendo a pressão;
- óleo frequentemente superaquecido;
- trocador de calor acionado continuamente;
- reservatório com grande volume de óleo;
- vazão retornando ao tanque sem trabalho produtivo;
- ruído constante;
- vazamentos recorrentes;
- troca frequente de filtros;
- desgaste antecipado de vedações;
- consumo elevado em relação à produção;
- instabilidade provocada pela temperatura;
- ausência de dados sobre a demanda real.
Esses sinais não confirmam, isoladamente, que a unidade precisa ser substituída. Eles mostram que o sistema deve ser medido e analisado antes da definição da solução.
Perguntas frequentes sobre eficiência energética em sistema hidráulico
Como aumentar a eficiência energética em sistema hidráulico?
É necessário alinhar a geração de potência à demanda da máquina, controlar vazão, reduzir perdas, evitar bombeamento desnecessário e acompanhar a temperatura e as condições dos componentes.
Por que uma unidade hidráulica aquece?
O aquecimento pode estar relacionado ao funcionamento contínuo, à vazão excedente, às restrições, aos vazamentos internos e às perdas mecânicas ou hidráulicas.
O calor aumenta o consumo?
Sim. Além de representar energia perdida, o calor pode exigir sistemas auxiliares de refrigeração, que ampliam o consumo total da operação.
Como a AirDraulic economiza energia?
A AirDraulic utiliza acionamento pneumático, mantém o circuito pressurizado e fornece óleo quando os atuadores apresentam demanda, evitando manter um conjunto motor-bomba convencional em funcionamento contínuo.
A economia pode chegar a 90%?
A Drausuisse informa que sua tecnologia pode alcançar redução de até 90% do consumo de energia elétrica da unidade em aplicações compatíveis. O resultado depende do ciclo, da demanda hidráulica e da infraestrutura da fábrica.
A AirDraulic também reduz o volume de óleo?
Sim. A Drausuisse informa que a tecnologia pode reduzir em até 90% o volume de óleo instalado, conforme as características da aplicação.
Toda máquina pode utilizar a AirDraulic?
Não necessariamente. Pressão, vazão, volume, frequência, simultaneidade e capacidade da rede de ar comprimido precisam ser avaliados.
Quando utilizar a FlugDraulic?
A FlugDraulic é indicada para aplicações que necessitam de pressão e vazão lineares ou para plantas com capacidade limitada de geração de ar comprimido.
Como medir o potencial de economia?
A TickDraulic pode apoiar o levantamento de dados da aplicação por meio de uma configuração plug and play conectada a um reservatório existente.
É possível monitorar a eficiência depois da implantação?
A SmartDraulic permite coleta local ou remota, histórico em nuvem e análise de dados relacionados à saúde do sistema e à produtividade.
A redução do consumo aumenta a vida útil dos componentes?
A menor geração de calor e a estabilidade da temperatura contribuem para preservar o óleo, as mangueiras e as vedações.
Eficiência energética alinhada à demanda do processo
A eficiência energética em sistema hidráulico exige que a potência seja disponibilizada no momento e na quantidade necessários para a operação.
Quando um conjunto motor-bomba permanece acionado durante períodos sem demanda, podem surgir consumo elevado, circulação desnecessária, aquecimento e desgaste dos componentes.
A AirDraulic aplica uma lógica sob demanda. A tecnologia mantém o circuito pressurizado e fornece óleo quando os atuadores precisam, podendo reduzir em até 90% o consumo de energia elétrica da unidade e o volume de óleo em aplicações compatíveis.
As unidades AS/LT atendem dispositivos de fixação, tornos, centros de usinagem e máquinas operatrizes. Para processos com maior volume, as versões ASH/LTH alcançam até 290 bar e podem abastecer demandas simultâneas.
Quando a aplicação exige pressão e vazão lineares, a FlugDraulic oferece uma configuração híbrida. A TickDraulic apoia o diagnóstico e a SmartDraulic permite acompanhar a saúde, a produtividade e os resultados do sistema.
Com esse ecossistema, a Drausuisse transforma a eficiência energética em uma estratégia que reúne economia, estabilidade, produtividade e sustentabilidade.