Eficiência energética em sistema hidráulico

Conheça os fatores que aumentam o consumo da hidráulica convencional e como a AirDraulic reduz energia, volume de óleo, geração de calor e desgaste dos componentes.
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A eficiência energética em sistema hidráulico depende da capacidade de fornecer pressão, vazão e volume de óleo de acordo com a demanda real da máquina, evitando manter recursos acionados quando não existe trabalho hidráulico efetivo.

Em muitas unidades convencionais, um motor elétrico aciona continuamente a bomba hidráulica durante o período de operação. Mesmo quando os cilindros estão parados ou apenas mantendo uma peça fixada, o conjunto pode continuar consumindo energia e movimentando óleo.

Parte dessa energia deixa de ser convertida em trabalho útil e aparece na forma de calor, ruído e perdas no circuito. Além de elevar o consumo, o aquecimento pode alterar a viscosidade do óleo e reduzir a vida útil de mangueiras, vedações e outros componentes.

A AirDraulic, desenvolvida pela Drausuisse, substitui o conjunto motor-bomba convencional por uma tecnologia com acionamento pneumático. O circuito permanece pressurizado, estático e pronto para atuar, enquanto um novo volume de óleo é fornecido somente quando os atuadores apresentam demanda.

Em aplicações compatíveis, esse conceito pode reduzir em até 90% o consumo de energia elétrica da unidade e o volume de óleo instalado, além de evitar a geração contínua de calor e tornar o processo mais estável.

O que é eficiência energética em sistema hidráulico?

Eficiência energética em sistema hidráulico é a relação entre a energia utilizada pela operação e o trabalho efetivamente realizado pelos atuadores.

Um sistema eficiente precisa entregar a força e a velocidade exigidas pela máquina, mas sem desperdiçar energia em bombeamento desnecessário, vazão excedente, perdas de carga, refrigeração ou funcionamento ocioso.

Essa eficiência não depende apenas da bomba instalada. Ela é influenciada pela integração entre:

  • geração de potência hidráulica;
  • pressão de trabalho;
  • vazão utilizada;
  • volume de óleo;
  • válvulas e controles;
  • tubulações e conexões;
  • cilindros e motores hidráulicos;
  • temperatura e viscosidade do fluido;
  • frequência dos movimentos;
  • tempo de manutenção da pressão;
  • estratégia de acionamento da unidade.

Por isso, aumentar a eficiência energética em sistema hidráulico exige analisar todo o ciclo da máquina. Uma unidade pode estar tecnicamente preparada para alcançar a pressão necessária e, ao mesmo tempo, consumir muito mais energia do que o processo realmente demanda.

Como um sistema hidráulico utiliza energia?

Em uma configuração convencional, o motor elétrico fornece energia mecânica para acionar a bomba hidráulica.

A bomba movimenta o óleo do reservatório para o circuito. As válvulas controlam a direção, a pressão e a vazão, enquanto cilindros e motores hidráulicos transformam a energia do fluido em força ou movimento.

A energia pode ser utilizada em operações como:

  • movimentação de cilindros;
  • fixação de peças;
  • acionamento de motores hidráulicos;
  • fechamento de moldes;
  • elevação de componentes;
  • prensagem;
  • conformação;
  • posicionamento de ferramentas;
  • manutenção de cargas;
  • transferência de peças.

O consumo energético varia de acordo com a pressão, a vazão e o tempo durante o qual a unidade permanece acionada.

Uma máquina pode precisar de grande força durante poucos segundos e permanecer vários minutos sem movimentar os atuadores. Quando a unidade continua funcionando durante todo esse intervalo, existe uma diferença entre a energia consumida e o trabalho hidráulico realizado.

Onde ocorrem as perdas de energia em um sistema hidráulico?

As perdas podem surgir em diferentes pontos do circuito. Identificá-las é o primeiro passo para melhorar a eficiência energética em sistema hidráulico.

Funcionamento contínuo do conjunto motor-bomba

Em determinadas unidades convencionais, o motor elétrico e a bomba permanecem acionados durante todo o turno.

Isso pode ocorrer mesmo quando os atuadores utilizam óleo apenas em períodos curtos ou permanecem longos intervalos mantendo a pressão.

Um dispositivo de fixação, por exemplo, pode consumir óleo para fechar e prender uma peça. Durante a usinagem, o circuito precisa conservar a força aplicada, mas não necessariamente receber fluxo contínuo.

Quando o conjunto motor-bomba continua funcionando nesse período, parte da energia é consumida sem movimentação proporcional dos atuadores.

Vazão acima da demanda

Uma unidade hidráulica costuma ser dimensionada para atender ao ponto de maior exigência da máquina.

Entretanto, a vazão máxima pode ser necessária somente em uma etapa curta do ciclo. Durante o restante do processo, a unidade pode fornecer mais óleo do que os atuadores conseguem utilizar.

Essa vazão excedente precisa retornar ao reservatório ou ser controlada por válvulas. A energia empregada para movimentá-la pode se transformar em calor.

Perdas de carga

O óleo encontra resistência ao passar por válvulas, filtros, mangueiras, tubulações, conexões e blocos hidráulicos.

Parte dessas perdas é inevitável. Porém, diâmetros inadequados, trajetos excessivos, filtros saturados e restrições desnecessárias aumentam a diferença de pressão e a energia exigida para manter o fluxo.

Superdimensionamento

Uma unidade maior do que a necessidade real pode aumentar:

  • potência instalada;
  • consumo durante a operação;
  • volume de óleo;
  • espaço ocupado;
  • capacidade de refrigeração;
  • custo de manutenção;
  • complexidade do circuito.

A maior capacidade disponível não representa, necessariamente, maior produtividade. O sistema deve ser dimensionado conforme a demanda real, incluindo pressão, vazão, volume e frequência dos movimentos.

Vazamentos internos

Vazamentos internos podem ocorrer em bombas, válvulas, cilindros e outros componentes.

O óleo circula internamente sem produzir o trabalho esperado, obrigando a unidade a fornecer mais vazão ou permanecer acionada por mais tempo para alcançar e manter a condição necessária.

Vazamentos externos

Além da perda de fluido, vazamentos externos podem reduzir a pressão, aumentar a frequência de reposição e gerar riscos ao ambiente de trabalho.

Temperatura elevada, desgaste de vedações e condições inadequadas de operação podem favorecer essas ocorrências.

Aquecimento do óleo

Parte da energia perdida pelo sistema hidráulico é transformada em calor.

Quando a temperatura aumenta, o óleo pode sofrer alteração de viscosidade e perder parte de suas condições de lubrificação e vedação.

O superaquecimento também pode exigir trocadores de calor, ventiladores, bombas auxiliares e sistemas de água, ampliando o consumo energético total da operação.

Contaminação do fluido

Partículas e outros contaminantes podem aumentar o desgaste, prejudicar o funcionamento das válvulas e elevar as perdas internas.

A contaminação também pode exigir trocas mais frequentes de óleo e filtros, aumentando os custos operacionais e ambientais relacionados ao sistema.

Por que o calor indica perda de eficiência?

O calor produzido pelo sistema hidráulico geralmente representa energia que não foi convertida no movimento ou na força esperada.

Essa geração pode estar relacionada a:

  • funcionamento contínuo da bomba;
  • retorno de vazão excedente;
  • passagem de óleo por restrições;
  • perdas internas;
  • atrito entre componentes;
  • pressão acima da necessidade;
  • dimensionamento inadequado;
  • contaminação;
  • baixa eficiência dos componentes.

O aumento da temperatura interfere diretamente na viscosidade do óleo.

Com o fluido mais quente, podem ocorrer alterações na vedação, na lubrificação, na resposta das válvulas e no comportamento dos atuadores. A consequência pode ser uma operação menos previsível, com maior desgaste e necessidade de ajustes.

A Drausuisse destaca que sua tecnologia pneumática não atua como uma fonte contínua de calor, mantendo o sistema próximo à temperatura ambiente e contribuindo para estabilizar a viscosidade do óleo.

Como a refrigeração influencia o consumo de energia?

Em determinadas unidades convencionais, o calor gerado pelo bombeamento precisa ser retirado por equipamentos auxiliares.

O sistema de refrigeração pode incluir:

  • trocador de calor;
  • ventilador;
  • bomba de circulação;
  • circuito de água;
  • unidade de controle;
  • produtos para tratamento da água;
  • manutenção dos componentes auxiliares.

Nesse cenário, a operação consome energia para gerar potência hidráulica e, depois, utiliza recursos adicionais para remover o calor produzido pelas perdas.

A melhoria da eficiência energética em sistema hidráulico deve analisar a origem do aquecimento. Em aplicações compatíveis, reduzir a geração de calor pode ser mais eficiente do que apenas ampliar a capacidade de refrigeração.

A Drausuisse apresenta a eliminação de trocadores de calor e a redução do uso de produtos para tratamento de água entre os resultados possíveis de sua tecnologia.

Como aumentar a eficiência energética em sistema hidráulico?

A melhoria começa pelo entendimento do processo. É necessário identificar quando, como e por quanto tempo a máquina utiliza a potência hidráulica.

Mapear o ciclo completo

O ciclo deve ser dividido em etapas, como:

  • espera;
  • avanço;
  • aproximação;
  • posicionamento;
  • aplicação da força;
  • manutenção da pressão;
  • retorno;
  • retirada da peça;
  • preparação para o próximo ciclo.

Esse mapeamento mostra quanto tempo existe movimentação efetiva e quanto tempo o circuito permanece apenas pressurizado.

Quanto maior a diferença entre o tempo de funcionamento da unidade e o período real de demanda, maior pode ser a oportunidade de otimização.

Medir a pressão em cada etapa

A pressão máxima não deve ser o único valor considerado.

É importante identificar:

  • pressão normal de trabalho;
  • picos do ciclo;
  • duração dos picos;
  • tempo de manutenção;
  • oscilações;
  • quedas durante a atuação;
  • diferenças entre ciclos.

Uma máquina pode alcançar pressão elevada durante poucos segundos e operar em condições menores durante a maior parte do processo.

Verificar a vazão necessária

A vazão influencia a velocidade dos atuadores e pode variar entre as etapas.

Uma prensa pode exigir maior vazão durante a aproximação e menor fornecimento no momento da aplicação da força. Um dispositivo de fixação pode utilizar pequeno volume de óleo para fechar e permanecer vários minutos sem nova demanda.

O fornecimento deve acompanhar essas variações, evitando movimentar óleo acima da necessidade.

Calcular o volume deslocado

O volume de óleo depende das dimensões e dos cursos dos cilindros, da quantidade de atuadores e da simultaneidade.

Esse dado ajuda a dimensionar corretamente a unidade e a evitar reservatórios ou equipamentos maiores do que o necessário.

Avaliar o tempo de acionamento

É necessário comparar:

  • tempo durante o qual a unidade permanece ligada;
  • tempo em que os atuadores realmente movimentam óleo;
  • períodos de manutenção da pressão;
  • intervalos entre ciclos;
  • tempo de funcionamento da refrigeração.

Essa comparação revela quanto do consumo está associado ao trabalho efetivo e quanto ocorre durante períodos improdutivos.

Controlar vazamentos e restrições

A manutenção deve identificar perdas internas e externas, além de verificar filtros, válvulas, conexões e tubulações.

A redução das restrições desnecessárias diminui as perdas de carga e a energia exigida para movimentar o fluido.

Monitorar a temperatura

O histórico da temperatura ajuda a localizar períodos e condições em que o sistema perde eficiência.

A análise pode comparar:

  • início e fim do turno;
  • diferentes produtos;
  • ciclos de maior carga;
  • períodos antes e depois da manutenção;
  • funcionamento com e sem refrigeração;
  • máquinas semelhantes.

Escolher a tecnologia de geração adequada

Nem todas as máquinas precisam utilizar a mesma lógica de geração de potência.

Processos intermitentes podem apresentar maior aderência a uma solução pneumática sob demanda. Aplicações contínuas ou que exigem mínima variação podem precisar de uma tecnologia híbrida.

AirDraulic e eficiência energética em sistema hidráulico

A AirDraulic é a tecnologia de destaque da Drausuisse para geração de potência hidráulica com acionamento totalmente pneumático.

Ela substitui o conjunto motor-bomba convencional e mantém o circuito hidráulico pressurizado, estático e pronto para atuar.

O fornecimento de óleo acontece quando os cilindros ou outros atuadores apresentam demanda. Quando a máquina permanece apenas mantendo a pressão, a unidade não precisa continuar bombeando continuamente.

Segundo a Drausuisse, o conceito pode alcançar economia de energia elétrica e redução do volume de óleo em até 90%, conforme as condições da aplicação.

Além da economia direta, essa lógica pode reduzir perdas associadas a:

  • funcionamento ocioso;
  • circulação contínua;
  • geração de calor;
  • refrigeração;
  • degradação do óleo;
  • desgaste de mangueiras e vedações;
  • filtragem;
  • vazamentos;
  • ruído de bombeamento.

A AirDraulic não utiliza energia?

A AirDraulic elimina o acionamento elétrico local do conjunto motor-bomba convencional em aplicações compatíveis, mas utiliza ar comprimido gerado pela infraestrutura da fábrica.

Por isso, a avaliação da eficiência deve considerar:

  • capacidade dos compressores;
  • pressão disponível;
  • vazão de ar necessária;
  • eficiência da geração de ar comprimido;
  • perdas existentes na rede;
  • frequência de atuação;
  • volume de óleo demandado;
  • quantidade de máquinas atendidas.

O ganho não ocorre apenas pela troca do motor elétrico pelo ar comprimido. Ele está relacionado principalmente à lógica sob demanda, que reduz o tempo de acionamento quando não existe consumo de óleo pelos atuadores.

Os resultados devem ser estimados a partir das medições da aplicação e das condições energéticas da planta.

Como a AirDraulic mantém o circuito pressurizado?

A unidade fornece óleo até que o circuito alcance a condição definida para o processo.

Quando não existe movimentação e o circuito está corretamente bloqueado, o óleo permanece estático, mantendo a pressão necessária.

A AirDraulic volta a atuar quando ocorre:

  • movimento de um cilindro;
  • acionamento de um motor hidráulico;
  • abertura ou fechamento de um dispositivo;
  • início de novo ciclo;
  • entrada de outra máquina;
  • redução da pressão;
  • compensação de pequenas perdas.

Essa lógica evita manter um conjunto motor-bomba em rotação contínua apenas para conservar o sistema preparado para atuar.

Redução do volume de óleo

A eficiência energética em sistema hidráulico também está relacionada à quantidade de óleo instalada.

Um volume maior exige mais recursos para:

  • abastecimento;
  • armazenamento;
  • filtragem;
  • refrigeração;
  • reposição;
  • troca;
  • transporte;
  • destinação após o uso.

A AirDraulic pode reduzir em até 90% o volume de óleo, dependendo das características do circuito e dos atuadores.

Essa redução pode permitir:

  • reservatórios mais compactos;
  • menor quantidade de óleo circulando;
  • redução das trocas;
  • menor consumo de elementos filtrantes;
  • diminuição da exposição a vazamentos;
  • menor geração de resíduos;
  • simplificação da estrutura da unidade.

Menor geração de calor

O acionamento pneumático da AirDraulic não mantém um motor elétrico e uma bomba convencional trabalhando continuamente.

Com o circuito estático nos períodos sem demanda, a unidade deixa de ser uma fonte permanente de aquecimento.

A estabilização da temperatura pode contribuir para:

  • preservar a viscosidade;
  • manter a resposta das válvulas;
  • reduzir variações entre os ciclos;
  • aumentar a vida útil do óleo;
  • conservar mangueiras e vedações;
  • reduzir vazamentos;
  • diminuir a necessidade de refrigeração;
  • melhorar as condições térmicas ao redor da máquina.

A Drausuisse associa a estabilidade da temperatura ao aumento da vida útil do óleo, das mangueiras e das vedações.

Menor desgaste dos componentes

O desgaste de um sistema hidráulico pode ser influenciado por temperatura, contaminação, atrito, pressão e condições do fluido.

Quando o óleo permanece superaquecido, as vedações podem perder suas propriedades mais rapidamente. A viscosidade inadequada também interfere na lubrificação das superfícies internas.

A Drausuisse apresenta entre os resultados de sua tecnologia:

  • eliminação do atrito relacionado ao conjunto convencional;
  • redução de micropartículas metálicas;
  • menor troca de filtros e elementos filtrantes;
  • aumento da vida útil das vedações;
  • redução dos vazamentos;
  • menor consumo de óleo.

Esses benefícios ajudam a ampliar a eficiência para além da conta de energia, reduzindo custos de manutenção e intervenções ao longo da operação.

AirDraulic AS/LT para aplicações de menor volume

As unidades AirDraulic AS/LT utilizam um gerador de força hidráulica de estágio simples.

Elas trabalham em uma faixa de 5 a 260 bar e são indicadas para:

  • dispositivos de fixação;
  • centros de usinagem;
  • centros de torneamento;
  • máquinas operatrizes;
  • aplicações industriais semelhantes.

Essa configuração possui maior sinergia com processos que movimentam volumes menores de óleo e permanecem parte significativa do ciclo apenas mantendo o circuito pressurizado.

Um centro de usinagem, por exemplo, pode utilizar óleo durante a fixação e a liberação da peça. Durante a usinagem, a unidade precisa preservar a pressão, mas não necessariamente fornecer fluxo contínuo.

AirDraulic ASH/LTH para maior demanda de óleo

As unidades AirDraulic ASH/LTH possuem um gerador de força hidráulica de estágio duplo.

Elas trabalham entre 5 e 290 bar e atendem aplicações com maior demanda de óleo, como:

  • injetoras de rodas;
  • equipamentos de mistura;
  • calandras de conformação;
  • máquinas com cilindros maiores;
  • processos com demandas simultâneas;
  • centrais para várias máquinas.

Os sistemas são modulares e permitem integrar expansões conforme a necessidade da operação.

Mesmo em aplicações maiores, a eficiência deve ser analisada de acordo com a frequência dos movimentos, o volume consumido e o tempo de manutenção da pressão.

Em quais aplicações a geração sob demanda apresenta maior aderência?

A AirDraulic tende a apresentar maior sinergia com processos intermitentes ou que permanecem longos períodos mantendo a pressão.

A Drausuisse atua principalmente na manufatura metalmecânica, com aplicações em metalurgia, máquinas especiais, usinagem, indústria automotiva, injetoras de alumínio, máquinas operatrizes e vulcanização.

Tornos e centros de usinagem

Tornos CNC e centros de usinagem utilizam sistemas hidráulicos em placas, morsas, contrapontos e dispositivos de fixação.

O circuito movimenta o dispositivo, alcança a pressão necessária e mantém a peça presa durante a retirada de material.

Como o movimento hidráulico pode ocupar somente uma pequena parte do ciclo, a geração sob demanda evita manter uma unidade convencional funcionando continuamente durante toda a usinagem.

Dispositivos de fixação

Os dispositivos hidráulicos permanecem pressurizados para preservar o posicionamento da peça.

Quando o circuito mantém a pressão sem consumir novo volume, a unidade AirDraulic volta a atuar apenas na abertura, no fechamento ou na compensação de pequenas perdas.

Máquinas especiais

Máquinas para montagem de flanges, fechamento de lâminas, elevação, inflação de pneus, testes hidrostáticos e prensagem podem apresentar ciclos intermitentes e diferentes períodos de manutenção da pressão.

Cada aplicação deve ser analisada conforme pressão, vazão, volume e frequência.

Indústria automotiva

Células robóticas, dispositivos de fixação, linhas automatizadas e transferidores de peças precisam acompanhar o ritmo produtivo com estabilidade.

A eficiência energética deve ser alcançada sem comprometer o tempo de resposta, a repetibilidade ou a disponibilidade da máquina. As aplicações automotivas estão entre os mercados atendidos pela Drausuisse.

Metalurgia

Tornos, fresadoras, retificadoras, equipamentos para processamento de lâminas, fornos, estufas e processos de têmpera podem utilizar a hidráulica em diferentes funções.

A oportunidade de economia depende da forma como cada máquina movimenta e mantém o óleo durante o ciclo.

Injetoras e calandras

Aplicações com maior volume podem receber unidades AirDraulic ASH/LTH.

O dimensionamento precisa considerar a quantidade de óleo, a pressão, a frequência, a simultaneidade e a capacidade da rede de ar comprimido.

Vulcanização

Máquinas de vulcanização utilizam força hidráulica para fechar moldes, comprimir materiais e manter a carga durante o processamento.

Períodos prolongados de manutenção da pressão podem apresentar aderência à geração sob demanda, desde que as demais condições sejam compatíveis.

Quando utilizar a FlugDraulic?

Nem todo processo hidráulico apresenta demanda intermitente.

Algumas máquinas precisam de óleo pressurizado de forma mais contínua e permitem mínima variação na pressão ou na vazão. Também existem fábricas com capacidade limitada de geração de ar comprimido.

Para essas situações, a Drausuisse desenvolveu a FlugDraulic.

A tecnologia combina o acionamento por ar comprimido com um conjunto eletromecânico, entregando óleo de forma linear e mantendo pressão e vazão constantes.

A FlugDraulic pode ser considerada quando:

  • a demanda hidráulica é contínua;
  • a máquina realiza movimentos frequentes;
  • pequenas oscilações afetam a qualidade;
  • a vazão precisa permanecer constante;
  • a infraestrutura pneumática é limitada;
  • a aplicação não apresenta aderência a uma solução exclusivamente pneumática.

A tecnologia mais eficiente não é necessariamente a que utiliza somente uma fonte de acionamento. É aquela que atende ao perfil real do processo com menor desperdício e maior estabilidade.

TickDraulic para diagnosticar o consumo

Antes de modernizar o sistema, é necessário compreender como a máquina utiliza pressão, óleo e energia durante a operação.

A TickDraulic foi desenvolvida para otimizar o levantamento de dados e aumentar a assertividade da aplicação definitiva.

Sua configuração plug and play permite realizar a sucção diretamente de um reservatório existente, reduzindo a necessidade de grandes alterações iniciais.

O diagnóstico pode analisar:

  • pressão em cada etapa;
  • volume de óleo utilizado;
  • frequência dos movimentos;
  • duração das atuações;
  • tempo de manutenção da pressão;
  • comportamento térmico;
  • capacidade da rede pneumática;
  • configuração atual da unidade;
  • aderência à AirDraulic;
  • necessidade de uma solução híbrida;
  • potencial de redução do consumo.

Com dados reais, a indústria evita dimensionar uma nova solução somente a partir da potência nominal ou da pressão máxima da unidade atual.

SmartDraulic para acompanhar a eficiência

A eficiência energética pode mudar ao longo do tempo devido ao desgaste, a ajustes, a alterações no processo ou a mudanças na produção.

A SmartDraulic integra hardware e software para monitorar a saúde dos sistemas hidráulicos, permitindo coleta presencial ou remota e armazenamento permanente em nuvem.

Entre os recursos apresentados pela solução estão:

  • identificação prévia de falhas de processo;
  • identificação antecipada de falhas do equipamento;
  • gerenciamento da produtividade;
  • histórico de dados;
  • compilação das informações para análises e estudos.

O monitoramento ajuda a verificar se a aplicação mantém as condições esperadas e se os ganhos obtidos com a modernização permanecem ao longo da operação.

Eficiência energética e produtividade

Reduzir o consumo não deve comprometer a capacidade de a máquina cumprir seu ciclo.

Uma estratégia de eficiência precisa preservar:

  • pressão necessária;
  • velocidade dos movimentos;
  • força aplicada;
  • repetibilidade;
  • estabilidade;
  • disponibilidade;
  • qualidade;
  • segurança do processo.

Quando o sistema apresenta aquecimento, variações ou desgaste, a perda não aparece apenas na conta de energia.

Ela também pode provocar:

  • ciclos mais lentos;
  • ajustes frequentes;
  • retrabalho;
  • vazamentos;
  • trocas de componentes;
  • paradas não programadas;
  • redução da vida útil do óleo;
  • queda de produtividade.

Por isso, a eficiência energética em sistema hidráulico deve ser analisada como parte da performance geral da máquina.

A Drausuisse apresenta cases com ganhos de energia, disponibilidade e performance, como a implantação de 50 unidades na planta da Dana em Jundiaí, que registrou 80% de economia de energia, eliminação de paradas não programadas e ganho geral de performance de 74% nas aplicações, segundo os dados divulgados pela empresa.

Eficiência energética e sustentabilidade

Uma operação mais eficiente utiliza menos recursos para realizar o mesmo trabalho produtivo.

No sistema hidráulico, isso pode envolver:

  • redução do consumo de energia;
  • menor volume de óleo;
  • redução da refrigeração;
  • menor uso de água;
  • diminuição dos produtos para tratamento;
  • aumento da vida útil dos componentes;
  • menos filtros descartados;
  • redução dos vazamentos;
  • menor geração de resíduos.

A tecnologia Drausuisse possui reconhecimento de Patente Verde do INPI, associado a inovações que causam impacto ambiental positivo. A empresa relaciona suas soluções às estratégias de sustentabilidade e ESG das indústrias.

Como avaliar a eficiência do sistema instalado?

O levantamento pode partir das seguintes perguntas:

  1. Qual é a potência do motor instalado?
  2. Qual é o consumo medido durante o turno?
  3. Por quanto tempo o motor e a bomba permanecem ligados?
  4. Quanto tempo os atuadores realmente demandam óleo?
  5. Qual é a pressão normal de trabalho?
  6. Quais picos de pressão ocorrem?
  7. Qual vazão é utilizada em cada etapa?
  8. Quanto óleo é movimentado por ciclo?
  9. Quantos ciclos são realizados por hora?
  10. Quanto tempo o circuito permanece apenas mantendo a pressão?
  11. Qual é a temperatura normal do óleo?
  12. Existem períodos de superaquecimento?
  13. A unidade utiliza trocador de calor?
  14. Qual é o consumo dos equipamentos de refrigeração?
  15. Qual é o volume total de óleo instalado?
  16. Com que frequência o óleo e os filtros são trocados?
  17. Existem vazamentos recorrentes?
  18. A fábrica possui capacidade de ar comprimido disponível?
  19. O processo exige pressão e vazão constantes?
  20. Existe necessidade de monitoramento remoto?

Essas informações ajudam a identificar onde estão as perdas e qual tecnologia apresenta maior aderência à aplicação.

Sinais de baixa eficiência energética no sistema hidráulico

Algumas condições podem indicar a necessidade de avaliação:

  • motor-bomba ligado durante todo o turno;
  • poucos movimentos hidráulicos por ciclo;
  • longos períodos apenas mantendo a pressão;
  • óleo frequentemente superaquecido;
  • trocador de calor acionado continuamente;
  • reservatório com grande volume de óleo;
  • vazão retornando ao tanque sem trabalho produtivo;
  • ruído constante;
  • vazamentos recorrentes;
  • troca frequente de filtros;
  • desgaste antecipado de vedações;
  • consumo elevado em relação à produção;
  • instabilidade provocada pela temperatura;
  • ausência de dados sobre a demanda real.

Esses sinais não confirmam, isoladamente, que a unidade precisa ser substituída. Eles mostram que o sistema deve ser medido e analisado antes da definição da solução.

Perguntas frequentes sobre eficiência energética em sistema hidráulico

Como aumentar a eficiência energética em sistema hidráulico?

É necessário alinhar a geração de potência à demanda da máquina, controlar vazão, reduzir perdas, evitar bombeamento desnecessário e acompanhar a temperatura e as condições dos componentes.

Por que uma unidade hidráulica aquece?

O aquecimento pode estar relacionado ao funcionamento contínuo, à vazão excedente, às restrições, aos vazamentos internos e às perdas mecânicas ou hidráulicas.

O calor aumenta o consumo?

Sim. Além de representar energia perdida, o calor pode exigir sistemas auxiliares de refrigeração, que ampliam o consumo total da operação.

Como a AirDraulic economiza energia?

A AirDraulic utiliza acionamento pneumático, mantém o circuito pressurizado e fornece óleo quando os atuadores apresentam demanda, evitando manter um conjunto motor-bomba convencional em funcionamento contínuo.

A economia pode chegar a 90%?

A Drausuisse informa que sua tecnologia pode alcançar redução de até 90% do consumo de energia elétrica da unidade em aplicações compatíveis. O resultado depende do ciclo, da demanda hidráulica e da infraestrutura da fábrica.

A AirDraulic também reduz o volume de óleo?

Sim. A Drausuisse informa que a tecnologia pode reduzir em até 90% o volume de óleo instalado, conforme as características da aplicação.

Toda máquina pode utilizar a AirDraulic?

Não necessariamente. Pressão, vazão, volume, frequência, simultaneidade e capacidade da rede de ar comprimido precisam ser avaliados.

Quando utilizar a FlugDraulic?

A FlugDraulic é indicada para aplicações que necessitam de pressão e vazão lineares ou para plantas com capacidade limitada de geração de ar comprimido.

Como medir o potencial de economia?

A TickDraulic pode apoiar o levantamento de dados da aplicação por meio de uma configuração plug and play conectada a um reservatório existente.

É possível monitorar a eficiência depois da implantação?

A SmartDraulic permite coleta local ou remota, histórico em nuvem e análise de dados relacionados à saúde do sistema e à produtividade.

A redução do consumo aumenta a vida útil dos componentes?

A menor geração de calor e a estabilidade da temperatura contribuem para preservar o óleo, as mangueiras e as vedações.

Eficiência energética alinhada à demanda do processo

A eficiência energética em sistema hidráulico exige que a potência seja disponibilizada no momento e na quantidade necessários para a operação.

Quando um conjunto motor-bomba permanece acionado durante períodos sem demanda, podem surgir consumo elevado, circulação desnecessária, aquecimento e desgaste dos componentes.

A AirDraulic aplica uma lógica sob demanda. A tecnologia mantém o circuito pressurizado e fornece óleo quando os atuadores precisam, podendo reduzir em até 90% o consumo de energia elétrica da unidade e o volume de óleo em aplicações compatíveis.

As unidades AS/LT atendem dispositivos de fixação, tornos, centros de usinagem e máquinas operatrizes. Para processos com maior volume, as versões ASH/LTH alcançam até 290 bar e podem abastecer demandas simultâneas.

Quando a aplicação exige pressão e vazão lineares, a FlugDraulic oferece uma configuração híbrida. A TickDraulic apoia o diagnóstico e a SmartDraulic permite acompanhar a saúde, a produtividade e os resultados do sistema.

Com esse ecossistema, a Drausuisse transforma a eficiência energética em uma estratégia que reúne economia, estabilidade, produtividade e sustentabilidade.

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