Unidade hidráulica de alta pressão: como escolher
Uma unidade hidráulica de alta pressão fornece o óleo necessário para máquinas e processos que precisam aplicar forças elevadas com controle, estabilidade e repetibilidade.
Essas unidades podem alimentar dispositivos de fixação, centros de usinagem, máquinas operatrizes, prensas, injetoras, calandras e diferentes equipamentos da manufatura metalmecânica.
A escolha da solução, porém, não deve considerar apenas a pressão máxima informada para o equipamento. Também é necessário analisar a vazão, o volume de óleo movimentado, a frequência dos ciclos, o tempo de manutenção da pressão e o comportamento da carga.
Uma aplicação que trabalha a 250 bar e movimenta pouco óleo durante poucos segundos possui uma demanda diferente de uma máquina que opera em pressão semelhante, mas precisa abastecer cilindros maiores ou diversos atuadores simultaneamente.
A Drausuisse desenvolve unidades pneumáticas e híbridas para diferentes perfis de aplicação. A linha AirDraulic inclui unidades de estágio simples para pressões de até 260 bar e unidades de estágio duplo que alcançam 290 bar e atendem processos com maior demanda de óleo.
O que é uma unidade hidráulica de alta pressão?
A unidade hidráulica de alta pressão é o conjunto responsável por fornecer óleo pressurizado para cilindros, motores hidráulicos e outros atuadores de uma máquina.
O equipamento reúne os recursos necessários para gerar, controlar e distribuir a potência hidráulica utilizada no processo. Dependendo da configuração, pode incluir reservatório, sistema de bombeamento, válvulas, filtros, blocos hidráulicos, instrumentos, sensores e dispositivos de controle.
Na prática, uma unidade hidráulica de alta pressão pode ser utilizada para:
- fixar peças durante operações de usinagem;
- movimentar cargas;
- conformar materiais;
- fechar moldes;
- acionar prensas;
- posicionar ferramentas;
- realizar testes hidrostáticos;
- manter componentes travados;
- alimentar motores hidráulicos;
- fornecer óleo pressurizado para várias máquinas.
O termo “alta pressão” deve ser analisado de acordo com a necessidade da aplicação. Neste conteúdo, ele se refere principalmente às faixas atendidas pelas unidades AirDraulic, que trabalham entre 5 e 260 bar ou entre 5 e 290 bar, conforme a configuração.
Como funciona uma unidade hidráulica de alta pressão?
A unidade fornece fluxo de óleo ao circuito da máquina. Quando esse fluido encontra a resistência provocada pela carga, desenvolve-se a pressão necessária para executar o trabalho.
Em uma unidade hidráulica convencional, um motor elétrico aciona a bomba, que retira o óleo do reservatório e o envia às válvulas e aos atuadores.
O funcionamento básico pode ser dividido em algumas etapas:
- O óleo permanece armazenado no reservatório.
- A unidade movimenta o fluido para o circuito.
- As válvulas controlam a direção, a pressão e a vazão.
- Os atuadores transformam a potência hidráulica em força ou movimento.
- O óleo retorna ao reservatório após realizar o trabalho.
- O ciclo se repete conforme os comandos da máquina.
Cada etapa pode exigir uma combinação diferente de pressão e vazão. Uma prensa, por exemplo, pode precisar de maior vazão durante a aproximação do cilindro e de pressão elevada no momento em que aplica a força.
Já um dispositivo de fixação pode movimentar pouco óleo durante alguns segundos e permanecer grande parte do ciclo apenas mantendo a pressão.
Por isso, uma unidade hidráulica de alta pressão precisa ser dimensionada com base no ciclo completo da máquina, e não somente na condição de maior pressão.
Pressão, vazão e volume têm funções diferentes
Um dos erros mais comuns na escolha de uma unidade hidráulica de alta pressão é utilizar apenas a pressão máxima como critério.
Pressão, vazão e volume de óleo estão relacionados, mas representam necessidades diferentes da aplicação.
Pressão hidráulica
A pressão está associada à resistência encontrada pelo óleo e à força necessária para realizar o trabalho.
Em um dispositivo de fixação, ela precisa ser suficiente para manter a peça posicionada. Em uma prensa, deve permitir a aplicação da força necessária para montagem ou conformação.
A unidade deve atender à pressão normal de trabalho, aos picos do ciclo e à margem definida para a segurança do processo.
Vazão hidráulica
A vazão representa a quantidade de óleo fornecida em determinado período.
Ela influencia principalmente a velocidade dos movimentos. Um cilindro que precisa avançar rapidamente demanda maior vazão do que outro que executa um deslocamento lento.
Uma aplicação pode exigir alta pressão e baixa vazão, enquanto outra precisa combinar pressão elevada com maior fornecimento de óleo.
Volume de óleo
O volume corresponde à quantidade de fluido deslocada pelos cilindros, motores e demais componentes durante o ciclo.
Duas máquinas que trabalham com a mesma pressão podem precisar de unidades muito diferentes devido ao volume exigido pelos atuadores.
Essa distinção ajuda a compreender por que as unidades AirDraulic são oferecidas em configurações de estágio simples e duplo.
Quais componentes precisam suportar a alta pressão?
A pressão máxima da unidade não deve ser analisada isoladamente. Todos os componentes instalados no circuito precisam ser compatíveis com as condições da aplicação.
Entre os principais elementos estão:
Gerador de potência hidráulica
É o componente responsável por fornecer o óleo ao circuito.
Nas unidades convencionais, essa função normalmente é realizada por um conjunto formado por motor elétrico e bomba. Na AirDraulic, a geração ocorre por meio de acionamento pneumático.
Válvulas
As válvulas direcionam o fluido, limitam a pressão, regulam a vazão e controlam a sequência dos movimentos.
Elas precisam ser selecionadas de acordo com a pressão, a vazão e a função desempenhada no circuito.
Blocos hidráulicos
Os blocos integram válvulas e canais internos responsáveis pela distribuição do óleo.
A construção deve ser compatível com a pressão de trabalho e com as conexões utilizadas na máquina.
Mangueiras e tubulações
Mangueiras, tubos e conexões conduzem o óleo entre a unidade e os atuadores.
Pressão, temperatura, vibração, flexibilidade e ambiente de instalação precisam ser considerados na especificação.
Vedações
As vedações evitam perdas internas e externas de óleo.
Temperatura excessiva, contaminação e variações constantes podem acelerar o desgaste desses componentes.
Instrumentos e sensores
Manômetros, pressostatos e sensores ajudam a acompanhar a pressão e a identificar desvios no processo.
Em aplicações críticas, o monitoramento contínuo permite analisar tendências e antecipar falhas.
Quais fatores considerar na escolha de uma unidade hidráulica de alta pressão?
A solução adequada deve atender ao processo sem criar capacidade ociosa, instabilidade ou consumo desnecessário.
Pressão normal e pressão máxima
A primeira etapa é diferenciar a pressão normalmente utilizada dos picos registrados durante o ciclo.
Uma máquina pode alcançar 250 bar em uma etapa curta e trabalhar em níveis menores durante a maior parte do tempo.
Dimensionar todo o sistema apenas para o pico, sem analisar sua duração e frequência, pode resultar em uma unidade maior e mais complexa do que o necessário.
A pressão máxima também precisa ser compatível com válvulas, cilindros, mangueiras, blocos, conexões e dispositivos de segurança.
Vazão em cada etapa
Não basta conhecer a vazão total indicada no projeto. É importante identificar quanto óleo a máquina utiliza em cada movimento.
A análise pode separar etapas como:
- aproximação;
- posicionamento;
- aplicação de força;
- manutenção da pressão;
- retorno;
- espera entre ciclos.
Uma unidade hidráulica de alta pressão pode precisar de maior vazão durante a aproximação e de um fornecimento menor quando alcança a pressão de trabalho.
Volume deslocado pelos atuadores
O diâmetro e o curso dos cilindros determinam o volume de óleo necessário para completar os movimentos.
Também devem ser considerados motores hidráulicos, acumuladores, tubulações e outros componentes que recebam fluido durante o ciclo.
Aplicações com maior volume podem exigir uma unidade de estágio duplo ou uma central capaz de atender diferentes demandas.
Frequência dos ciclos
Uma máquina que realiza poucas atuações por hora possui um comportamento diferente de outra que executa ciclos sucessivos.
A quantidade de movimentos influencia o consumo de óleo, a utilização da rede de ar comprimido e a capacidade necessária da unidade.
Tempo de manutenção da pressão
Muitas aplicações utilizam óleo durante poucos segundos e permanecem vários minutos apenas mantendo uma carga ou uma peça fixada.
Nesse período, um circuito corretamente configurado pode permanecer pressurizado sem exigir fluxo contínuo.
Esse comportamento apresenta grande sinergia com a AirDraulic, que mantém o circuito hidráulico pressurizado, estático e pronto para atuar, fornecendo óleo quando os atuadores demandam.
Simultaneidade
Quando vários cilindros ou máquinas utilizam a mesma unidade, é necessário identificar se as atuações ocorrem simultaneamente.
A soma das demandas pode modificar completamente o dimensionamento da pressão, da vazão e do volume disponível.
As unidades AirDraulic de estágio duplo também podem ser utilizadas como centrais de fornecimento de óleo pressurizado para atender uma quantidade maior de máquinas simultaneamente.
Estabilidade exigida
Alguns processos toleram pequenas oscilações na entrega hidráulica. Outros precisam manter pressão e vazão constantes para preservar qualidade, produtividade e repetibilidade.
Quando a aplicação exige mínima variação ou possui uma demanda mais contínua, a tecnologia FlugDraulic pode ser considerada. Ela combina ar comprimido com um conjunto eletromecânico para entregar óleo pressurizado de forma linear.
Temperatura do óleo
A temperatura interfere na viscosidade e no comportamento do sistema.
O superaquecimento pode afetar vedações, mangueiras, válvulas e outros componentes, além de aumentar a necessidade de refrigeração.
A AirDraulic não trabalha como uma fonte contínua de calor e contribui para manter a temperatura e a viscosidade do óleo mais estáveis.
Capacidade da rede de ar comprimido
Como a AirDraulic possui acionamento pneumático, a infraestrutura da fábrica deve ser avaliada.
É necessário verificar pressão, vazão, qualidade do ar e disponibilidade para que a nova unidade não interfira em outros equipamentos.
Quando a capacidade pneumática é limitada, a configuração híbrida FlugDraulic pode apresentar maior aderência.
AirDraulic AS/LT para pressões de até 260 bar
As unidades AirDraulic AS/LT utilizam um gerador de força hidráulica de estágio simples.
A linha trabalha em uma faixa de 5 a 260 bar e é direcionada principalmente a aplicações como:
- dispositivos de fixação;
- centros de usinagem;
- centros de torneamento;
- máquinas operatrizes;
- processos com demandas hidráulicas semelhantes.
Essa configuração possui sinergia com máquinas que movimentam volumes menores de óleo e permanecem parte significativa do ciclo apenas mantendo o circuito pressurizado.
Em um centro de usinagem, por exemplo, o sistema pode utilizar óleo para avançar o dispositivo e fixar a peça. Durante a operação de usinagem, a pressão precisa ser mantida, mas não existe necessariamente uma demanda contínua de vazão.
A unidade volta a fornecer óleo quando ocorre um novo movimento, uma compensação ou o início de outro ciclo.
AirDraulic ASH/LTH para pressões de até 290 bar
As unidades AirDraulic ASH/LTH são compostas por um gerador de força hidráulica de estágio duplo.
Elas trabalham em uma faixa de 5 a 290 bar e são indicadas para aplicações que exigem maior volume de óleo, como:
- injetoras de rodas;
- equipamentos de mistura;
- calandras de conformação;
- máquinas com cilindros de maior volume;
- centrais destinadas a várias máquinas;
- processos com demandas simultâneas.
A configuração de estágio duplo amplia a capacidade de atender aplicações nas quais não basta alcançar uma pressão elevada: também é necessário movimentar um volume maior de fluido.
Os sistemas AirDraulic possuem construção modular, permitindo integrar expansões conforme o aumento da demanda ou a inclusão de novas máquinas.
Qual é a diferença entre AirDraulic AS/LT e ASH/LTH?
A escolha entre as duas configurações depende principalmente do perfil hidráulico do processo.
AirDraulic AS/LT
- gerador de força de estágio simples;
- pressão entre 5 e 260 bar;
- aplicação em dispositivos de fixação;
- utilização em centros de usinagem e torneamento;
- atendimento a máquinas operatrizes;
- maior aderência a demandas de menor volume.
AirDraulic ASH/LTH
- gerador de força de estágio duplo;
- pressão entre 5 e 290 bar;
- aplicação em processos com maior volume de óleo;
- utilização em injetoras e calandras;
- possibilidade de atender várias máquinas;
- maior capacidade para demandas simultâneas.
A unidade que alcança a maior pressão não é automaticamente a melhor escolha. A AS/LT pode ser tecnicamente mais adequada quando o processo exige menos volume, mesmo que trabalhe próximo ao limite de pressão da configuração.
Da mesma forma, uma aplicação com pressão inferior pode precisar da ASH/LTH devido ao volume de óleo ou à quantidade de máquinas atendidas.
Onde utilizar uma unidade hidráulica de alta pressão?
As tecnologias Drausuisse são direcionadas principalmente à manufatura metalmecânica, com aplicações em metalurgia, máquinas especiais, usinagem, indústria automotiva, alumínio, máquinas operatrizes e vulcanização.
Dispositivos de fixação
Dispositivos hidráulicos mantêm peças posicionadas durante operações de usinagem, montagem ou inspeção.
A unidade movimenta o mecanismo e aplica a força necessária para impedir o deslocamento da peça.
Depois que a pressão é atingida, o dispositivo pode permanecer por vários minutos sem consumir um volume significativo de óleo.
Esse perfil favorece uma unidade hidráulica de alta pressão que atue conforme a demanda, como a AirDraulic AS/LT.
Centros de usinagem e torneamento
Tornos e centros de usinagem CNC utilizam potência hidráulica em placas, morsas, contrapontos e dispositivos de fixação.
A estabilidade da pressão ajuda a preservar o posicionamento da peça e a repetibilidade entre os ciclos.
A Drausuisse apresenta os centros de usinagem e de torneamento entre as principais aplicações das unidades AirDraulic de estágio simples.
Máquinas operatrizes
Diferentes máquinas operatrizes utilizam sistemas hidráulicos para movimentar mecanismos, fixar materiais ou disponibilizar força durante o processo.
A escolha depende da pressão, do volume, da frequência e do tempo durante o qual o circuito permanece apenas pressurizado.
As máquinas operatrizes acionadas hidraulicamente estão entre as aplicações atendidas pelas tecnologias Drausuisse.
Prensas de montagem
Prensas utilizam força hidráulica para unir, inserir, comprimir ou posicionar componentes.
O ciclo pode alternar aproximação rápida, aplicação de força, manutenção da pressão e retorno.
Uma unidade hidráulica de alta pressão precisa acompanhar essas fases sem comprometer o tempo de ciclo ou manter capacidade desnecessária acionada nos períodos de espera.
As prensas de montagem fazem parte das aplicações da Drausuisse em máquinas especiais.
Testes hidrostáticos
Os testes hidrostáticos aplicam pressão controlada para verificar a resistência ou a estanqueidade de componentes.
A unidade precisa alcançar a pressão especificada e mantê-la durante o período necessário para a avaliação.
Equipamentos destinados a testes hidrostáticos também aparecem entre as aplicações em máquinas especiais atendidas pela Drausuisse.
Injetoras
As injetoras podem exigir maior volume de óleo e diferentes combinações de pressão e vazão durante o ciclo.
A unidade precisa acompanhar as etapas de movimentação e atuação sem gerar instabilidade.
A Drausuisse indica a AirDraulic ASH/LTH para injetoras de rodas e outras aplicações com maior demanda de óleo hidráulico.
Calandras de conformação
As calandras utilizam força para posicionar rolos e conformar materiais.
Nessas máquinas, a unidade pode precisar combinar pressões elevadas com maior volume de fluido.
As unidades ASH/LTH também são indicadas para calandras de conformação.
Máquinas da indústria automotiva
Fabricantes de veículos e empresas de autopeças utilizam potência hidráulica em células robóticas, dispositivos de fixação, linhas automatizadas e transferidores de peças.
Esses processos exigem estabilidade e disponibilidade, pois uma falha pode interferir em diferentes etapas conectadas à linha.
Quais são os desafios das unidades convencionais de alta pressão?
Em uma unidade convencional, o conjunto motor-bomba pode permanecer funcionando mesmo durante momentos nos quais a máquina apenas mantém a pressão.
Dependendo da configuração e do regime de trabalho, essa operação pode contribuir para:
- consumo de energia durante períodos sem movimentação;
- circulação desnecessária do óleo;
- aumento da temperatura;
- alteração da viscosidade;
- necessidade de trocadores de calor;
- maior desgaste das vedações;
- redução da vida útil do óleo;
- aumento do ruído;
- vazamentos;
- paradas para manutenção.
Esses efeitos não dependem apenas da pressão. Eles também estão ligados ao tempo de funcionamento, à vazão excedente, ao dimensionamento e ao controle da unidade.
A proposta da Drausuisse é substituir o conjunto motor-bomba convencional por unidades acionadas pneumaticamente, mantendo o circuito pressurizado e fornecendo óleo apenas quando os atuadores demandam.
Como a AirDraulic mantém a alta pressão?
A AirDraulic utiliza o ar comprimido para acionar seu gerador de força hidráulica.
A unidade fornece óleo até alcançar a condição definida para o processo. Quando o circuito está pressurizado e não existe consumo de fluido, ele pode permanecer estático e pronto para atuar.
A AirDraulic volta a fornecer óleo quando ocorre:
- movimentação de um cilindro;
- acionamento de um motor hidráulico;
- início de outro ciclo;
- entrada de uma nova máquina;
- compensação de pequenas perdas;
- redução da pressão;
- aumento da demanda.
Essa lógica evita manter o bombeamento continuamente ativo apenas para conservar a pressão.
Economia de energia em aplicações de alta pressão
Uma unidade hidráulica de alta pressão pode possuir um motor dimensionado para atender ao maior ponto de demanda da máquina.
Quando esse motor permanece ligado durante todo o turno, mesmo que a alta pressão seja utilizada por poucos segundos, surge uma diferença entre a capacidade instalada e o trabalho efetivamente realizado.
A AirDraulic fornece óleo conforme a demanda e elimina o acionamento elétrico local do conjunto motor-bomba convencional.
Segundo a Drausuisse, a tecnologia pode proporcionar economia de energia de até 90%, dependendo das condições da aplicação.
O potencial deve ser avaliado a partir de informações como:
- potência do motor atual;
- horas de funcionamento;
- duração das atuações;
- tempo de manutenção da pressão;
- pressão utilizada;
- volume movimentado;
- quantidade de ciclos;
- consumo de ar comprimido;
- equipamentos auxiliares de refrigeração.
Redução do volume de óleo
A Drausuisse também informa que sua tecnologia pode reduzir em até 90% o volume de óleo instalado no sistema.
Uma quantidade menor de fluido pode proporcionar:
- reservatórios mais compactos;
- menor volume para reposição e troca;
- redução dos custos com óleo;
- menor exposição a vazamentos;
- redução do uso de filtros;
- menor quantidade de resíduo para destinação;
- simplificação da estrutura da unidade.
A redução depende do circuito, dos atuadores e da quantidade de óleo necessária para completar os movimentos.
Estabilidade térmica em alta pressão
O calor pode alterar a viscosidade do óleo e interferir no comportamento da unidade.
Em processos que exigem alta pressão e repetibilidade, essas alterações podem afetar a vedação, a resposta das válvulas e a regularidade dos movimentos.
A AirDraulic não utiliza um motor elétrico mantendo uma bomba em rotação contínua e, segundo a Drausuisse, não atua como fonte geradora constante de calor. Isso ajuda a manter o óleo próximo à temperatura do ambiente e a preservar sua viscosidade.
A estabilidade pode contribuir para:
- maior vida útil do óleo;
- preservação de mangueiras e vedações;
- menor necessidade de refrigeração;
- redução dos vazamentos;
- comportamento mais previsível;
- menor variação entre os ciclos.
Quando considerar a FlugDraulic?
Nem toda unidade hidráulica de alta pressão possui um ciclo intermitente.
Algumas máquinas precisam de fornecimento mais contínuo e permitem pouca variação na pressão ou na vazão. Também existem plantas nas quais a capacidade de geração de ar comprimido é limitada.
Para esses casos, a Drausuisse desenvolveu a FlugDraulic.
A tecnologia combina acionamento por ar comprimido com um conjunto eletromecânico, entregando óleo hidráulico pressurizado de maneira linear e mantendo pressão e vazão constantes.
A FlugDraulic pode ser considerada quando:
- a demanda hidráulica é contínua;
- o processo exige mínima variação;
- a vazão precisa permanecer constante;
- pequenas oscilações afetam a qualidade;
- a capacidade pneumática da fábrica é limitada;
- a aplicação não apresenta aderência a uma solução exclusivamente pneumática.
TickDraulic para diagnosticar a aplicação
Antes de escolher uma unidade hidráulica de alta pressão, é importante medir como a máquina realmente trabalha.
As informações nominais mostram a capacidade instalada, mas não necessariamente revelam quanto óleo é utilizado em cada etapa ou por quanto tempo a pressão precisa ser mantida.
A TickDraulic foi desenvolvida para otimizar o levantamento de dados e aumentar a assertividade da aplicação definitiva.
Sua configuração plug and play permite realizar a sucção diretamente de um reservatório existente, reduzindo a necessidade de grandes alterações durante a avaliação.
O diagnóstico pode ajudar a identificar:
- pressão normal;
- picos de pressão;
- volume consumido;
- frequência dos movimentos;
- tempo de atuação;
- períodos de espera;
- estabilidade;
- comportamento térmico;
- compatibilidade com a rede de ar;
- necessidade de estágio simples ou duplo;
- possibilidade de utilização da FlugDraulic.
SmartDraulic para monitoramento de alta pressão
Além do dimensionamento inicial, uma aplicação de alta pressão pode exigir acompanhamento contínuo.
A SmartDraulic conecta hardware e software para coletar dados presencial ou remotamente e monitorar a saúde dos sistemas hidráulicos.
A plataforma oferece recursos para:
- identificação prévia de falhas de processo;
- identificação antecipada de falhas do equipamento;
- gerenciamento da produtividade;
- histórico permanente em nuvem;
- compilação de dados para análises e estudos.
Esse monitoramento ajuda a reconhecer mudanças de comportamento antes que elas provoquem retrabalho, perda de produtividade ou paradas.
Sinais de que a unidade de alta pressão precisa ser revista
Alguns problemas podem indicar desalinhamento entre a unidade instalada e a demanda da máquina:
- pressão instável;
- dificuldade para manter a força;
- movimentos mais lentos;
- óleo superaquecido;
- necessidade constante de refrigeração;
- vazamentos recorrentes;
- ruído excessivo;
- desgaste de vedações;
- trocas frequentes de filtros;
- alto consumo de energia;
- motor ligado durante longos períodos sem atuação;
- reservatório maior do que a necessidade do processo;
- paradas para ajustes;
- dificuldade para atender máquinas simultaneamente.
Esses sinais não significam automaticamente que a unidade precisa ser substituída. Eles indicam a necessidade de analisar pressão, vazão, volume, temperatura e regime de trabalho.
Como dimensionar uma unidade hidráulica de alta pressão?
O dimensionamento pode partir de um levantamento técnico que reúna:
- Qual é a pressão normal de trabalho?
- Qual é a pressão máxima registrada?
- Por quanto tempo o pico permanece?
- Qual vazão é necessária em cada etapa?
- Quanto óleo cada atuador desloca?
- Quantos ciclos são executados por hora?
- Quanto tempo existe movimentação?
- Quanto tempo o circuito apenas mantém a pressão?
- Quantos atuadores trabalham simultaneamente?
- A unidade atenderá uma ou várias máquinas?
- Qual é a temperatura atual do óleo?
- Existe trocador de calor?
- Qual é a potência do motor instalado?
- Qual é o consumo energético atual?
- Qual é a capacidade da rede de ar comprimido?
- O processo exige pressão e vazão lineares?
- Existe previsão de expansão?
- A aplicação precisa de monitoramento remoto?
Essas respostas ajudam a definir entre AirDraulic AS/LT, AirDraulic ASH/LTH, FlugDraulic ou outra configuração adequada ao processo.
Perguntas frequentes sobre unidade hidráulica de alta pressão
Qual pressão uma unidade hidráulica de alta pressão pode atingir?
A capacidade depende do equipamento. Na linha AirDraulic, as unidades AS/LT operam entre 5 e 260 bar, enquanto as ASH/LTH trabalham entre 5 e 290 bar.
A unidade que oferece maior pressão é sempre a melhor?
Não. A escolha também depende da vazão, do volume de óleo, da frequência dos ciclos e da simultaneidade. Uma unidade de estágio simples pode ser mais adequada mesmo quando a aplicação trabalha próxima de 260 bar.
Qual é a diferença entre uma unidade de estágio simples e uma de estágio duplo?
Na AirDraulic, as unidades AS/LT possuem um gerador de estágio simples e atendem aplicações de até 260 bar. As unidades ASH/LTH possuem estágio duplo, alcançam 290 bar e são indicadas para processos com maior demanda de óleo.
A AirDraulic utiliza motor elétrico?
A AirDraulic possui acionamento totalmente pneumático e substitui o conjunto motor-bomba das unidades hidráulicas convencionais.
Uma unidade pneumática consegue manter alta pressão?
Sim. A unidade fornece óleo até alcançar a pressão definida e mantém o circuito pressurizado e estático. Novo fornecimento ocorre quando os atuadores demandam.
A AirDraulic pode atender várias máquinas?
As unidades ASH/LTH podem atuar como centrais de fornecimento de óleo pressurizado para demandas maiores e máquinas simultâneas.
E se a aplicação precisar de vazão constante?
A FlugDraulic foi desenvolvida para entregar pressão e vazão lineares por meio de uma combinação entre acionamento pneumático e conjunto eletromecânico.
Como saber qual unidade escolher?
É necessário levantar pressão, vazão, volume, frequência, tempo de manutenção da pressão, simultaneidade e capacidade da rede pneumática. A TickDraulic pode apoiar o diagnóstico antes da implantação definitiva.
É possível monitorar a unidade remotamente?
A SmartDraulic permite coleta presencial ou remota, armazenamento de histórico em nuvem e análise de dados relacionados a falhas, produtividade e desempenho.
Unidade hidráulica de alta pressão alinhada ao processo
Escolher uma unidade hidráulica de alta pressão exige mais do que verificar o valor máximo em bar.
Pressão, vazão, volume, frequência, temperatura e simultaneidade precisam ser analisados em conjunto para que a unidade acompanhe o comportamento real da máquina.
A AirDraulic AS/LT atende aplicações de estágio simples entre 5 e 260 bar, incluindo dispositivos de fixação, centros de usinagem, centros de torneamento e máquinas operatrizes.
Para processos com maior demanda de óleo, a AirDraulic ASH/LTH oferece uma configuração de estágio duplo, com pressões de até 290 bar e possibilidade de abastecer diferentes máquinas.
Quando a aplicação precisa de pressão e vazão lineares ou possui limitações na rede de ar comprimido, a FlugDraulic oferece uma alternativa híbrida. A TickDraulic contribui para o diagnóstico, enquanto a SmartDraulic amplia o monitoramento e a previsibilidade.
Assim, a Drausuisse reúne tecnologias para dimensionar a unidade hidráulica de alta pressão de acordo com as necessidades de força, volume, eficiência e estabilidade do processo.